A Ditadura do Desejo

Assim a vida segue, um quer ter mais que o outro, outros querem mais do que têm ou podem ter.

Nos grandes centros comerciais, há falta de produtos que satisfaçam os desejos daqueles que se permitem submeter-se a uma ditadura sem limites.

Em busca de si, as pessoas aglomeram-se em lugares badalados, endividam-se e adquirem produtos que possam elevar seu status num meio social que nem mesmo parece humano.

A decepção instaura-se e é somada à frustração de, mais uma vez, não ter conseguido atingir um nível de satisfação que, pelo menos, aproxime-se do que é idealizado dentro do coração.

Deseja-se ter, possuir e dominar em detrimento de uma regência consciente e harmoniosa dos diversos setores da própria vida.

Parece missão impossível resistir às modas lançadas pela grande mídia, pois, ao menor contato com alguém que já foi “formatado” por ela, permite-se também influenciar.

Pessoas imaturas, que não sabem mais o que fazer para encontrarem contentamento, o qual tem sido procurado em vias mais fáceis, mais comuns.

Ora, o caminho mais fácil não é sempre aquele que conduz ao melhor destino. Pelo contrário, muitas vezes o que parece evidente está ofuscando alternativas mais trabalhosas, mas muito mais concretas e efetivas.

É preciso ter coragem para romper com os desmandos de uma ditadura cruel, que quer fazer escravas pessoas que, por consequência, perdem o brilho presente na individualidade.

Há um vazio no peito, um nó na garganta, uma dor que toma conta de todo o corpo de tantas e tantas pessoas por aí.

Em meio a essa angústia, as noites de sono são quase um pesadelo que parece não terminar com o amanhecer.

Não dá para viver assim, a ânsia de ter e se tornar o que a ditadura da moda e do desejo quer pode levar qualquer um a uma vida sem brilho, sem graça e sem razão de ser.

Ainda há tempo para romper com as “leis” de um desejo incontrolável, que busca satisfação em caminhos tortuosos e sem sentido.

Não se permita influenciar assim tão facilmente, a sua vida é valiosa demais para ser escravizada por tendências que vão contra os valores ensinados pela família durante séculos.

Viva de modo consciente, respeitando os seus limites e conhecendo as reais necessidades de sua vida, as quais não podem ser adquiridas nem nos mais conhecidos e respeitados shoppings dentro ou fora do país.

Assim, seus maiores desejos não são comprados, adquiridos de um modo comum. Não, suas necessidades de vida só serão plenamente satisfeitas num relacionamento de paz com Deus, com a família e, enfim, com você mesmo.

Por Erika de Souza Bueno
Blog Olhar de Mulher
https://olhardemulher.wordpress.com
E-mail: consultoria.erikabueno@gmail.com

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