É direito da criança, e não da mulher

Você é a favor ou contra o assassinato de crianças? Ficou assustado com a pergunta? Pois é, essa reação é comum quando usamos os termos corretos e claros e não nos escondemos atrás dos eufemismos. Chega de conversa mole. Entenda que quando se cede lugar à grávida no ônibus é para proteger a criança que não tem a mínima condição de se proteger sozinha. Quando se fornece licença-maternidade é para garantir à criança condições de ser mais bem-cuidada nos três primeiros meses fora do útero materno. Nunca gostei de conversinha, nunca suportei valentia para cima de quem não pode se defender. Nesses tempos em que o aborto recomeçou a ser discutido e, infelizmente, apoiado como direito da mulher, todo o meu ser lamenta a morte de crianças inocentes. Se você gosta de ser do contra, acha que o que estou falando é papo de religioso e que é moderno ser a favor do assassinato de crianças, você precisa seriamente rever seus pensamentos e parar com preconceitos.
Eu me espantei recentemente com uma fala em que dizia que era controverso não apoiar o aborto e apoiar a redução da maioridade penal ou da pena de morte para bandidos, pois dizia que a mãe que se vê obrigada a ter seu filho contra sua vontade irá o rejeitar após o nascimento e, com isso, essa criança iria crescer cheia de traumas e se tornaria marginal com o passar do tempo. Nesse pensamento insano, a lei impediria a morte da criança dentro do útero, mas a mataria depois com o passar dos anos, dado que, numa família sem nenhuma estrutura financeira ou emocional, essa criança se tornaria criminosa ao crescer. Nesse pensamento ilógico, o ser humano é produto do meio, ou seja, trata-se daquela velha história de que filho de peixe peixinho é. Meu Deus, quanto absurdo. Até mesmo uma criança que tem por pai um bandido poderá crescer e decidir seus próprios caminhos como qualquer outra.  Conheço pessoas que cresceram rodeadas de amor e em famílias muito estruturadas e mesmo assim se enveredaram por caminhos ruins. Conheço também algumas que as próprias mães lhes davam cerveja quando tinham 5 anos de idade e as ensinavam a falar palavrões, mas que hoje, adultas, não pronunciam nem mesmo gírias e são ótimas pessoas. O direito é da criança, e não da mulher. É a criança quem mais precisa de proteção, é ela quem ainda não pode levantar bandeiras e se revoltar contra aqueles que querem matá-la sem lhe oferecer nenhuma chance de defesa.
Cada criança tem o direito de nascer e escolher o que desejará fazer da própria vida como nós já nascemos, crescemos e escolhemos os nossos caminhos. Não se trata de direito da mulher, mas do direito de a criança nascer. A vida clama por continuidade independentemente se tiver 3 meses ou 30 anos. Não é a genética que define se alguém será bom ou ruim, mas cada um escolhe o que desejará ser ou fazer apesar das circunstâncias em que nasceu e cresceu. Tem sim que deixar nascer. A vida e a morte estão nas mãos de Deus e é Ele o único a decidir quando a vida de alguém terá de terminar. A criança está no corpo da mulher, mas não é a continuidade dele como as unhas e os cabelos. Dizer que cada uma tem o direito de escolher se desejará ou não prosseguir com a gravidez é mesquinho, é cruel, pois se vê um possível direito da mulher, mas se nega o direito fundamental da criança que é viver. Isso não tem nada a ver com religião. Isso não tem nada a ver com machismo ou feminismo. Aliás, ninguém aguenta mais esses termos. Todos nós precisamos ser, antes de qualquer coisa, humanistas.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Liliane disse:

    Nossa Érica, adorei seu ponto de vista e adoro seu blog.
    Parabéns continue sempre assim!!!
    Bjusss

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